A Abordagem Centrada na Pessoa
- Giulia Kolokathis
- 25 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de mai. de 2024
Para uma pessoa se pentear, um espelho ajuda; para uma pessoa se conhecer melhor, um espelho humano é a melhor ajuda
(Amatuzzi, 2010)

A Abordagem Centrada na Pessoa, mais conhecida pela sigla ACP, é uma abordagem psicológica de base humanista criada pelo psicólogo norte americano Carl Rogers. Ela leva em consideração não somente questões do ambiente e do tão polêmico inconsciente, mas também a intencionalidade e a responsabilidade pessoal como fatores inerentes ao ser humano. Isso significa que a ACP não é determinista em sua forma de enxergar a pessoa e suas experiências pessoais e coletivas.
Uma curiosidade sobre ela é que a sua prática clínica não é regida por técnicas, pois, para Rogers, as técnicas limitam e privam a autenticidade da psicóloga, bem como o caminho da psicoterapia. Tendo isso em vista, ela propõe atitudes, que permitem que os encontros sejam construídos a partir da relação terapeuta-cliente. Isso significa que cada atendimento é único, genuíno, e essa relação é essencial para que você conquiste sua autonomia, a partir de um espaço livre de julgamentos, aberto ao diálogo e sem a intenção de moldar comportamentos.
De acordo com a ACP, a causa do sofrimento psíquico é ser quem não se é, ou seja, ao se prender a papéis enrijecidos, escolher agradar aos outros e buscar incessantemente aceitação externa, a pessoa sofre. Em contraponto, ser o seu verdadeiro eu é um processo contínuo cheio de mudanças e de liberdade que envolve muita responsabilidade sobre os próprios desejos, escolhas e ações.
E como seres humanos, somos repletos de contradições e inconsistências. Aceitá-las, além de discutir criticamente os nossos valores pessoais, identificar e diferenciar os sentimentos e assumir responsabilidades sobre os nossos problemas e comportamentos, permite que nos aproximemos desse eu autêntico.